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CRÓNICAS DO MEU QUINTAL

O meu quintal é a minha imaginação. Aí planto pequenos nadas.

O meu quintal é a minha imaginação. Aí planto pequenos nadas.

CRÓNICAS DO MEU QUINTAL

08
Jun19

Orago? O que é isso?


pequenos nadas

Orago? O que é isso?

 

            Ao longo dos tempos, fui escrevendo algumas monografias sempre de lugares que muito tinham a ver com as minhas raízes e memórias.

            Estou, agora, a redigir a última, a da terra do meu pai. Em todas elas, como é evidente, aparece uma ou mais vezes a palavra Orago. Apesar de dizer muito às gentes locais, dada a Santa ou Santo que lhe está associado, é uma palavra ignorada por quase todos, pois raro é o habitante do lugar que sabe o seu significado.

            A partir de agora, em vez de estar com explicações, por vezes longas, e porventura, menos claras, vou tirar várias fotocópias deste artigo e trago-o no bolso. Logo que perguntado sobre o que é o Orago, enfio a mão no bolso, ofereço um exemplar e recomendo – «leia, amigo, que fica a saber».

            Mas, então, o que é o Orago?

            Segundo o costume católico, patrono, Orago ou padroeiro é um santo a quem é dedicada uma localidade, associação ou templo (capela ou igreja, etc.).

            Na legislação que estabelece a simbologia associada às freguesias portuguesas, surgem, frequentemente, menções aos Oragos dessas freguesias. Este facto tem dois significados: por um lado, tem o significado religioso de estender a protecção do santo para lá do templo, a toda a freguesia; por outro lado, é um arcaísmo que reflecte nos dias actuais as origens antigas das freguesias.

            Com efeito, embora, hoje, uma freguesia seja uma instituição de carácter político e administrativo, exclusivamente subordinada aos poderes civis, a sua origem é a paróquia católica, que constituiu, em tempos, a malha mais fina de administração em Portugal (Origem, adaptada, de: Wikipédia, a enciclopédia livre).

            O Orago da terra sobre a qual escrevo é S. Miguel. Quem é este Santo? O que fez ele de significativo para ser Orago?

.              S. Miguel é, com efeito, um dos três Arcanjos referidos nominalmente na Bíblia. O vocábulo Miguel, de origem hebraica, significa “Quem como Deus!” e era o “grito de guerra” dos anjos fiéis a Deus na batalha celestial contra Lúcifer e os anjos que se revoltaram contra Deus. Miguel vence Lúcifer que é banido do Céu para o Inferno. Face às descrições, S. Miguel é geralmente representado com uma indumentária de combate, asas dorsais, e uma lança, lutando contra Satanás, representado por um dragão ou ser demoníaco.

            Na acendrada crença religiosa, aos anjos foi confiada por Deus a protecção e guarda de cada ente humano, em particular (anjo da guarda) ou colectivamente. Os anjos, espíritos puros, são sobretudo os mensageiros de Deus para intervirem na salvação dos homens e lhes transmitirem a palavra e graça de Deus.

            Das tarefas atribuídas ao Arcanjo S. Miguel salienta-se a de “pesar” as almas separando as dos puros (porque elas verão a Deus) e as do condenados ao inferno, conduzindo as almas eleitas ao Céu. Ao lado de S. Pedro (claviculário das portas do Paraíso), S. Miguel, para uma boa compressão figurativa, é representado com uma balança de dois pratos.

            A devoção a S. Miguel adquire um ponto alto na expressiva vida religiosa da Idade Média, que regista relatos de aparições nos campos de batalha em protecção dos exércitos cristãos. (Origem, adaptada, de António Carreira Coelho).

            Depois de ler tudo isto, um dos meus interlocutores encontrou-me e veio ao meu encontro, eufórico. Nem boa tarde me disse, palavreando de imediato: «E Cum Carago, a nossa terra tem cá um Oraco!». Disse cá para comigo, – mal empregado tempo que levei a escrever o artigo.

[ António Inácio C. Nogueira, in O Despertar]

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30
Mai19

Fundação Que Aprofunda


pequenos nadas

TESTEMUNHOS.

 

            Consultei o Site da Fundação Francisco Manuel dos Santos que nasceu em 2009, criada por Alexandre Soares dos Santos e família, “para estudar os grandes problemas nacionais e levá-los ao conhecimento da sociedade.” Esta instituição propõe-se “dar resposta a uma lacuna óbvia na sociedade portuguesa: apesar da frequência com que no espaço público se discutem as mais variadas matérias, o debate em Portugal parece estar sempre mais apoiado em opiniões subjectivas e percepções individuais do que em dados sólidos e investigações cuidadosas.”

            Neste enquadramento, “a Fundação publica livros e elabora estudos, sobre temas relevantes para a sociedade, como a educação, a economia, a justiça ou políticas públicas; organiza encontros e debates onde reúne e dá a voz a especialistas nacionais e internacionais; e cria, compila e difunde dados sobre Portugal e a Europa através de várias plataformas.”

            No meio digital destaco, para além de outras iniciativas e contribuições, a base de dados Pordata de valor inegável.

            Obedecendo a estes princípios estatutários chega-me à mão a colecção Ensaios com 87 títulos já publicados. Apresentando a figuração de um livro de bolso, com design, paginação, impressão e acabamentos modestos, mas rigorosos e apelativos, tem a colecção, como grandes linhas de acção “pensar o país e contribuir para a identificação e para a resolução dos problemas nacionais, assim como promover o debate público.” São as obras de inegável valor pelo nível da investigação ou do estudo aprofundado e do conteúdo. Algumas delas, têm suscitado generalizada discussão pública.

            Por meia dúzia de euros pode-se ter acesso a informação de inegável valor. Estes procedimentos deviam estar no âmbito de muitas outras fundações, e, na realidade, não estão. É pena.

            Neste momento, tenho na minha «mesinha» de cabeceira um estudo de Teresa Rodrigues, Sobre o Envelhecimento e Políticas de Saúde. Trata problemáticas actuais sobre saúde e a merecer debate público, como por exemplo, a democratização da velhice, a situação actual da saúde, afirmação e hesitações do estado social, opções e custos em saúde, o financiamento dos cuidados de saúde, envelhecimento e despesa em saúde, etc, etc, etc.

É de ler, caros leitores.

[in, O Despertar, António Inácio Nogueira]

 

25
Mai19

O Cérebro, Uma Máquina Misteriosa


pequenos nadas

O Cérebro, Uma Máquina Misteriosa.

 

            Ouve-se dizer à «boca cheia» que os nossos jornais estão vazios de conteúdo, só lhes interessa o «blá, blá» político ou as notícias sensacionalistas. Confesso aceitar a meia verdade, pois, sempre aparecem artigos de investigação de enorme importância. Aconselho, por exemplo, a leitura de um trabalho assinado por Virgílio Azevedo, plasmado no Expresso de 30 de Março de 2013, cujo título é O Que Sabemos e Não Sabemos Sobre O Cérebro. Pela sua qualidade serve-nos de referência para a elaboração deste texto.

            Devorei em poucos minutos o seu recheio. Fiquei a saber que é preciso encetar uma investigação sem fim, já que ainda temos de aprender muito sobre aquele órgão. Por exemplo, obter uma resposta sobre os modos de interacção das suas múltiplas células na contextura da complexidade do próprio cérebro. Sabia que existem 86 mil milhões de neurónios e 100 biliões de sinapses, todos necessários para que a comunicação exista e seja correcta?

             Estes números ciclópicos mostram a razão porque ainda há tantos enigmas sobre o cérebro e por que motivo, os computadores mais potentes continuam a ser máquinas modestas perante o sofisticado engenho humano com uma capacidade quase infinita…

            Olhem-se para estes dados, dão que falar e pensar!

            431 Quilómetros por hora é a velocidade a que se move a informação no cérebro. É mais rápida do que uma corrida de Formula 1 [386 Km/hora].

            1016 Processos por segundo é o que o cérebro é capaz de elaborar.

            1000 Impulsos nervosos por segundo é quanto cada neurónio do cérebro pode transmitir, fazendo para tal dezenas de milhares de contactos através das sinapses com outros neurónios.

            E muitos mais números poderíamos apresentar, todos de embasbacar.

            Como dizia um amigo meu, “o meu cérebro é uma MÁQUINA”. E que MÁQUINA, replico eu!

[ Inácio Nogueira]

17
Mai19

O Outono da Vida.


pequenos nadas

 

            A vida é uma viagem, todos o sabemos.

            Navega-se num mar enfarpelado e o roteiro vai-se mostrando à medida que o tempo jornadeia. É, por vezes, desconhecido o destino, são enigmas os portos onde se encontrar guarida.

            Tudo isto é verdade que baste, mas não é tudo. Há sorte no porto que nos acolhe? Não só, o vigor da remada também conta.

            Estou convicto, – nada acontece por acaso. Não existe somente a sorte. Quem descrê de que há um significado por detrás de cada pequeno acto?

            Estou certo de que se aprende a dar importância ao que se tem e a quem tinha, ao que se sabia e ao que se não sabia, a tudo o que se ia vivendo, mesmo as realidades menos boas, porque também essas fazem parte de nós e foram instrumentos de aprendizagem e crescimento. Quantas situações menos boas não nos ajudaram a descobrir vantagens nas desvantagens?

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Parque da cidade de Coimbra, no Outono das folhas caídas. Foto Inácio Nogueira.

 

            Foi o nosso querer, a nossa persistência, a nossa honestidade, o saber amar a nossa família e o ser amigo do seu amigo que nos levaram a bom porto. Fez-se tudo, o que um HOMEM pode ambicionar, ao longo de quase, quase, OITENTA ANOS, inclusive escolher os nossos amigos. Celebremos o Outono da Vida

            Parabéns amigos, pela vida e pelo bem-querer. Abraço grande.

 

 

06
Mai19

OLHARES


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TESTEMUNHOS. 

 

            Desloco-me, de quando em vez, ao Centro Cirúrgico de Coimbra para realizar consultas e exames médicos. Nestas ocasiões dou conta, em diversos locais de acesso aos doentes, da presença de uma revista chamada Olhares. É difícil não dar por ela, mesmo aqueles para quem a leitura tem pouco significado, dado o seu aspecto gráfico apurado. Folheio – a nos tempos de espera e, depois, levo – a para casa, pois, quase sempre, merece uma leitura concentrada. Particularidade: a sua distribuição é gratuita.       Tenho lido todas elas.

            Construídas, quase sempre, à volta de uma temática médica de interesse informativo para o doente, ostenta a revista um design esmerado, técnicas gráficas e fotografias dignas de menção. Os artigos são arquitectados com linguagem clara e simples, pretendendo, deste modo, que os leitores façam a sua compreensão, utilização e aprendizagem. Estamos perante um veículo de aproximação entre doente e médico. Terminam, quase sempre, com artigos de bons escritores. Damos como exemplo, António Lobo Antunes e José Tolentino Mendonça.

            Ao ler a publicação, sob o título, Olhares, O Interior do Olho Humano, de carácter científico – cultural de validade inquestionável, mesmo apreciada por um leigo, fico rendido a estas iniciativas.

             Olhares, O Interior do Olho Humano, é uma fonte editorial, límpida, jorrando fotografias de magnifica qualidade, expressivas do que está para além daquilo que o olho humano é capaz de alcançar, no dizer dos autores. Acrescentam, ainda, serem um instrumento de comunicação inovador entre ciência e arte. Para obter este desiderato, os especialistas do Centro Cirúrgico registaram, a melhor imagem, só possível dada a sua qualidade técnica e científica.

             Tenho à disposição, ao longo das páginas …, “imagens reais do interior do olho humano e todas elas com uma história para contar. Revelam as inúmeras capacidades que hoje estão ao dispor da oftalmologia tornando possível ver o que não se vê…”. Na minha opinião, é tudo extraordinário, invulgar, e, a similitude às coisas que nos rodeiam, é soberba. Foram as 49 apresentadas eleitas de entre um agrupado de 6 milhões. De embasbacar, para quem está de fora desta arte, como é o meu caso.

            Correspondendo sempre a uma doença, as imagens que se vêm na profundidade do olho são deslumbrantes. Parece que Matisse, Rembrant ou Picasso andaram por ali e pincelaram, de forma mágica e impressionante, o Sol, o Relâmpago, o Malmequer, o Granito, a Corda, Pêssegos de Calda, Picotado, Caviar, Nenúfar, Manhã Nublada, Vulcão Activo, Alforreca, Quarto Crescente, Pintura Rupestre, Buraco Negro, Raízes, a Flor, o Granizo. A natureza em plenitude.

            Outra publicação digna de nota, intitula-se A Medicina e Arte, Breve “Viagem Guiada”, foi recentemente dada ao prelo, tem a assinatura de Linhares Furtado e exprime as relações entre a arte da medicina e outras artes, com manifesto predomínio do desenho e da pintura. A inspiração que a medicina avoca pode ser apreciada, ao longo das páginas da obra, através de inúmeras pinturas. Saliento pela sua beleza e pelo impacto que em mim criaram: A Sangria de Quirijn van Brekelenkam, O Médico de Luke Fields, A Visita do Médico de Jean Steen, A Ciência e a Caridade de Picasso, Alegoria à Transplantação de Linhares Furtado, A Lição de Anatomia de Tulp de Rembrant, e tantas, e tantas outras.

             Uma obra a ler e a olhar.

            Estas análises, despretensiosas, levam-me a dizer que o Centro Cirúrgico de Coimbra está de parabéns, pela sensibilidade artística que possui.

            Vale a pena ler Olhares e estas duas publicações.

[Inácio Nogueira]

29
Abr19

MOÇAMBIQUE UM ITINERÁRIO PARA O SILÊNCIO.  


pequenos nadas

TESTEMUNHOS. 

 

            Os reparos do mundo ainda afluem para a cidade da Beira, para outras vilas na província de Sofala e para as circundantes Tete, Manica e Zambézia, avassaladas por uma crise humanitária estonteante, provocada pela passagem do ciclone «Idai». Há quem diga que o ciclone destruiu noventa por centro da cidade da Beira, a segunda cidade de Moçambique, e que é preciso (re) erguer tudo noutro lugar.

            O que mais custa é enxergar, de tão longe – perto, a pobreza das gentes que a nossa vista alcança. São sempre os mais vulneráveis a sofrer na pele e nas entranhas as consequências dos desastres. Olhem as aldeias do mato, onde vivem os miseráveis por quem ninguém se interessa, excepto nestas alturas em que é preciso mostrar solidariedade, como foram arrastadas pelas enxurradas!...Os esfarrapados, homens, mulheres e crianças, tudo perderam, bens e família. Ganharam, como sempre, um cardápio de doenças graves, desgraçadamente, diarreias e casos de cólera, tosse convulsa, pneumonia, tuberculose e muitas outras. Para além de todas estas, há também as de origem hídrica, já que existe o defecar a céu aberto, – pois onde fazê-lo? -, o consumo de água indecorosa, caldeada com fezes, que pode estar na génese da cólera.

            Em suma: ficar sem nada é o destino, não ter tecto, ter fome, ter sede, caminhar pela lama, pedir, o quer que seja, para a família que na dura jornada lhes morre de fome e de doenças infecciosas. Chegaram àquela condição que aprofunda o estado de pobreza que, agora, já ultrapassa todos os padrões estipulados pelas organizações internacionais.

            Os pobres, em bandos, desorientados, procuram um copo de arroz, meio litro de óleo, um cobertor, – óh meu Deus, o que mais, – que traz a ajuda internacional vinda de longe e de países ricos.

             Onde estavam eles antes da tragédia, e o seu país político onde estava? Ninguém tem culpas desta tragédia? É só a natureza? A natureza avisou em 2000. Minoraram-se as consequências da seguinte catástrofe? Não é sabido que na época de Fevereiro e Março, a costa moçambicana é atingida por ciclones? Como se precaveu uma cidade praticamente construída ao nível do mar?

            Quem quer responder?

            Sei que ficou medo e morte, ruínas e caos, mais miséria e fome, uma multidão de enfermos, desalojados do seu chão, órfãos, mosquitos da malária, epidemias de cólera…, seres humanos destroçados de tudo. Mesmo tudo.

             Quem acode a este mundo que se suicida? Ninguém.

            Um itinerário para o silêncio

 

10
Abr19

AS CANETAS AINDA NÃO ME ABANDONARAM.


pequenos nadas

 

            Escrevo muito, gosto de escrever, passo algumas horas a «rabiscar» nos meus «caderninhos», por exemplo, as coisas que redijo para este jornal.

            Nos dias de hoje será criticável e desactualizado escrever com caneta ou esferográfica, contrariando a tendência de usar o teclado e quando estão em palco as canetas digitais. No entanto, caro leitor, depois de edificar e dar corpo ao texto, uso o Word ou outras novas tecnologias. É aí que efectuo as últimas correcções e endereço, por e-mail, a quem de direito.

            Mas pensa o leitor que já exauriram as canetas, já nos abandonaram? Desiludam-se. A caneta, na contemporaneidade, ainda “é mais poderosa que a espada”, – ideia que surgiu em 1839 pelo entendimento do escritor e político britânico Edward – Bulwer – Lylton.

            Thomas Jefferson , terceiro presidente dos Estados Unidos, escreveu numa carta a Thomas Paine, repetindo o aforismo. Confirmava a necessidade de continuar a fazer com a caneta o que antes havia sido feito com a espada. (Leia-se o artigo, no Expresso, de Nuno Galopim, na Revista de 31 de Março 2019).

            E assim se fez. Olhem, com atento, as tomadas de posse dos nossos governos no Palácio de Belém. Há canetas ou não há? Sinal de poder ou de vaidade? E, já agora, reparem se o acontecimento se repete nos lugares de assinatura de grandes negócios ou de protocolos milionários!…

            A caneta continua a ser veiculo que fixa e comunica memórias, histórias, pensamentos, vã glória, também, o amor, os sentimentos mais nobres ou ignóbeis. E todos sabem que a caneta pode eternizar um acto, enquanto as novas tecnologias podem reduzi-lo a nada.

             Mas, na antítese, a caneta é uma companheira fiel que nos ajuda a estar só com a escrita. A caneta, para alguns, continua a ser um utensílio com que se escreve quase à velocidade da ideia. Depois é acarrear o que se redigiu ao tratamento definitivo, no computador ou noutras novas tecnologias.

            Há quem já não saiba escrever com uma caneta, há quem a considere um instrumento relíquia. Existem canetas caras, por vezes bordadas a pedras preciosas, autênticos mitos para alguns, realidades para outros. Existem de todos os preços, desde 500 euros a 20.000 euros, as cravejadas de diamantes e rubis, peças únicas, a cerca de 10 milhões de euros.

            Indigne-se leitor. É isso mesmo que deve fazer.

             Pode estar convicto de que muitas delas assinaram os documentos mais ignóbeis. Guerras, por exemplo, onde morreram milhões de pessoas.

            Esteja tranquilo leitor, eu uso canetas baratinhas…qualquer comum mortal pode possuir.

[ in O Despertar, António Inácio C. Nogueira ]

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