Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

CRÓNICAS DO MEU QUINTAL

O meu quintal é a minha imaginação. Aí planto pequenos nadas.

O meu quintal é a minha imaginação. Aí planto pequenos nadas.

CRÓNICAS DO MEU QUINTAL

29
Mar19

Li o Livro No Armário do Vaticano, Leia Também.


pequenos nadas

 

          Frédéric Martel, investigador, escritor e jornalista, escreveu um livro que se intitula No Armário do Vaticano. Quem estiver interessado em conhecer os enigmas do poder, da hipocrisia e da homossexualidade, nas intimidades do Vaticano, tem de ler, obrigatoriamente, este livro. Aviso que é um volume denso, de 646 páginas, para digerir devagar, estando garantido, no final, um bom repasto.

            A obra, polémica, levanta o véu a um mesmo segredo, contextualizado em redor de várias questões, como por exemplo, o celibato dos padres, a interdição do preservativo pela Igreja, a cultura do sigilo em torno do tema do abuso sexual, a misoginia do clero, o fim das vocações para o sacerdócio, e, tantas e tantas outras.

            Durante quatro anos, o autor-investigador, percorreu os meandros do Vaticano, desenvolveu uma investigação de índole predominantemente qualitativa, no terreno, em mais de trinta países. É obra! Entrevistou dezenas de cardiais e encontrou-se com centenas de bispos e de padres. Foi capaz de desvendar a parte recôndita da Igreja, desde os mais pequenos seminários até ao Vaticano. Ajuizou, concomitantemente, sobre as vidas homossexuais escondidas e sobre a mais radicais homofobias. Assume, o autor, peremptoriamente: a esquizofrenia da igreja é insondável. E adianta: quanto mais um prelado é homofóbico em público, mais provável é que seja homossexual na vida privada.

            No Armário do Vaticano é publicado, simultaneamente, em 8 línguas e vinte países. Baseia-se num grande número de fontes, na investigação de terreno, – que se prolongou por mais de quatro anos, como já foi dito –, foram inquiridos mais de 1500 pessoas, no Vaticano e mais de 30 países. Entre elas, 41 cardiais, 52 bispos e monsignori, 45 núncios apostólicos e embaixadores estrangeiros, e, ainda, mais de duzentos padres e seminaristas. Todas estas entrevistas foram efectuadas pessoalmente, nenhuma por telefone ou e-mail. Às fontes de «primeira-mão», junta-se uma vasta bibliografia, com mais de um milhar de referências, livros e artigos. A feitura do livro teve a credencia-lo um conjunto, alargado, de investigadores de mérito reconhecido e, ainda, o acompanhamento e defesa por um consórcio de uma dezena de advogados.

            Poucos poderão duvidar da bateria instrumental desta investigação e da fiabilidade resultante do seu tratamento.

            O leitor que esteja interessado em saber mais, tenha a maçada de consultar o site www.sodoma.fr. e estar atento às palavras do Papa Francisco: A homossexualidade no clero é uma questão muito importante, que me preocupa.

            Importante é, pois, o conteúdo deste livro.

            Então, aconselho, leiam, tal como eu estou a fazer.

            Boas leituras, amigos e leitores meus.

[ in Jornal O Despertar, António Inácio C. Nogueira]

20
Mar19

TESTEMUNHOS. «Popularizar» a Física.


pequenos nadas

 

            Motivado, quiçá, por todas as realizações que têm sido levadas a efeito para dar a conhecer a Tabela Periódica e a sua importância para a humanidade, tornava-se curial dar continuidade, aqui, neste jornal, a toda esta corrente cientifica.

            E tudo veio a propósito, caros leitores…

            Tinha acabado de ler um dos livros escrito por um investigador notável, a derradeira obra de uma das mais brilhantes mentes da história da ciência. Ao longo das suas páginas, partilhei, com avidez, a sua perspectiva sobre as transformações que vai enfrentar a espécie humana e o destino reservado para o nosso planeta. Chama-se o livro em questão, Breves Respostas às Grandes Perguntas e o seu autor é Stephen Hawking. Embora escrito com uma linguagem acessível, trata os problemas mais complexo da terra e do espaço. O autor revela-se, deste modo, um comunicador de ciência exímio, pois, explica simples as coisas complicadas. Tem e teve, um grande sucesso entre o público de todas as idades, por isso se diz que «popularizou» a Física.

            Quem tiver acesso a este livro e quiser ter o trabalho de o decifrar com modos de reflexividade, anotando e sublinhando os momentos mais sublimes, e, dando-se ao trabalho de voltar ao principio, – lendo apenas os sublinhados feitos e as anotações à margem, – garanto que ficará arrebatado com os conhecimentos adquiridos.

            E que questões coloca Hawking? Vou enumerar apenas algumas para aguçar a curiosidade do leitor: Existe um deus? Como começou tudo? Podemos prever o futuro? Viajar no tempo será possível? Existirá mais vida inteligente no universo? Ficará a inteligência artificial mais inteligente do que nós? O que existe dentro de um buraco negro? Podemos colonizar o espaço? Como conformamos o futuro? Sobreviveremos na terra?

            Para terminar deixo dois ensinamentos do insigne sábio, porventura, os que mais convocaram a minha a curiosidade.

            Eis o primeiro:

 

…Os computadores poderão ultrapassar a inteligência humana se duplicarem a sua velocidade e capacidade de memória de dezoito em dezoito meses. Nesta perspectiva, os computadores terão a probabilidade de ultrapassar os humanos em inteligência ao longo dos próximos cem anos.

            Agora, o segundo:

 

 …Um perigo imediato são as alterações climáticas descontroladas. Uma subida da temperatura dos oceanos derreteria as calotes polares e provocaria a libertação de grandes quantidades de dióxido de carbono, A conjugação dos dois efeitos aproximaria o nosso clima do de Vénus, mas com uma temperatura de 250 graus célsius.

            Fascinante e deprimente.

             Homem, acautela-te e trata bem o teu planeta. De outro modo, findarás de forma trágica, num ambiente arrepiante!...

            Leiam, merece.

[ António Inácio C. Nogueira, in O DESPERTAR]

 

 

12
Mar19

O JORNAL O DESPERTAR FAZ MAIS UM ANO PARA ALÉM DO CENTENÁRIO


pequenos nadas

Carta de Parabéns, Para Ti, DESPERTAR

 

DESPERTAR. Vou escrever-te mais uma carta. Como sabes, hoje já quase ninguém escreve cartas. O papel e a escrita à mão são considerados profanação. Impõe-se a escrita abreviada e impessoal do email ou a desmesurada mostra do Facebook. Através dos telemóveis enviam-se mensagens sensaboronas. Eu continuo a escrever assim, principalmente, para ti. Encontro no papel e na caneta, uma forma outra de envolvência com a expressão do pensamento, um processo criador de intimidades. E eu quero que seja assim, por que nos consideramos.

DESPERTAR, fazes hoje mais um aniversário, a juntar a muitos outros, mais de uma centena, e continuas a escrever com mão firme, sem as tremuras de Parkinson. Persistes a escrever no papel, com o aparo que guardas dos tempos da Escola Primária, – aquela letra certinha, bonita, que os teus fieis leitores apreciam.

DESPERTAR, eu também escrevo contigo, porque me deste essa oportunidade. Sinto-me lisonjeado por partilhar as tuas formas de estar e ser, nas crónicas que te redijo.

DESPERTAR, tu estás velho na idade, mas novo nas ideias, na perseverança como geres a tua semana, na forma como suportas as intempéries dos novos tempos que te tentam destruir a ti e a todos os que resistem.

DESPERTAR, como tu ainda tens força e talento para dirigires, até à exaustão, o teu jornal, com aqueles sentimentos nobres que sempre procuraste e defendeste, – liberdade pluralidade, sentido crítico, defesa intransigente dos mais vulneráveis!...

DESPERTAR, a memória e a historia das coisas que te rodeiam são, para ti, uma prioridade, ou não fosses tu já tão idoso e um estudioso em permanência. A defesa e conhecimento do património, de todo o património, edificado ou outro, a cultura popular nas suas diversas vertentes, estão sempre entre as tuas prioridades.

DESPERTAR, tu gostas de política e aprecias aquela que é séria, que tudo faz para o progresso da comunidade, abominas aqueles que a desenvolvem para proveito próprio e da sua prole.

DESPERTAR, eu fico espantado com a tua paixão por Coimbra e a sua Baixa! Não admira, pois, seres uma das vozes das suas freguesias e das comunidades locais.

DESPERTAR, eu admiro-me como à tua volta tens tantos colaboradores que te admiram, escrevendo, desinteressadamente, no teu jornal, sobre saúde, ciência, actualidade política, desporto, cultura popular, educação, investigação, literatura, arte, etc., etc., etc.

DESPERTAR, és modesto, vives com dificuldade, mas fazes mais do que muitos que vivem comendo à mesa do rei.

DESPERTAR, ergue a tua taça com o champanhe que te trouxe, apaga as velas de uma só vez, para que se veja o teu fulgor, ajuda-nos a dar o mote para cantar os parabéns que movem o desejo de para o ano voltarmos a estar juntos.

          Até Para o Ano, até sempre, amigo.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D