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CRÓNICAS DO MEU QUINTAL

O meu quintal é a minha imaginação. Aí planto pequenos nadas.

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CRÓNICAS DO MEU QUINTAL

21
Jun18

Testemunhos. Trump, quem não conhece?


pequenos nadas

 

          Toda a gente conhece Trump, pois então, o tal que se vagueia pelas redes sociais seguido por milhões de acusadores e, também, por milhões de acérrimos simpatizantes.

          Toda a multidão conhece Trump, olá, aquele que se ostenta, quase sempre, no seu sobretudo meia perna e naquela gravata vermelha que, de esguia, desce até á...

          Há alguém que não reconheça o Trump? Improvável. O actor, o ficcionista, o populista, o isolacionista, o quebra contratos internacionais (nos campos do comércio, do nuclear, do ecológico, etc).

            Não é aquele que tudo e todos atropela à sua volta? É, sempre que não lhe beijem a mão cardinalícia de construtor civil milionário – , vá-se lá saber como o conseguiu.

          Sim senhor, o Trump. Alguns apelidam-no de impostor, outros de cata-vento palavroso. Pois então o Trump, o homem que canta – desafinado –, o América first, first, first, para logo a seguir, num ápice, superintender à política do mundo, no fio da navalha, no limite entre a guerra e a paz.

             Pois… Trump, o megalómano, construtor de muros, defensor do Nós Sempre Sós e Grandes. Até… precisar dos pequenos.

            Eis senão, Trump, o todo poderoso politicamente iletrado, logo indesejavelmente político.

          Mas afinal, sabem o que faz Trump? Não sabem, mas eu digo. É o Presidente dos Estados Unidos da América, aquele que mandou implantar a embaixada do seu país na cidade de Jerusalém, deixando cair num baú de pólvora, palestinianos, israelitas e povos de muitos outros países daquela zona do mundo tão politicamente instável. A seu belo prazer, alterou a política de décadas e rompeu com o consenso internacional sobre Jerusalém.

          E, agora, vá lá, sejamos francos, Trump saberia alguma coisa sobre o passado e o presente desta cidade, eternamente disputada, cenário de paixões, perfídias, batalhas, conquistas e derrotas, dita uma taça dourada cheia de escorpiões (Muqaddasi)? Pouco saberia.

          Trump, na sua ligeireza, nada deveria ter estudado ou lido sobre Jerusalém. Caso o tivesse feito, teria comprovado as intermináveis batalhas por Jerusalém, os massacres, as mutilações, as guerras, o terrorismo, os cercos e as catástrofes – ao longo dos séculos –, que transformaram este local num campo de batalha quase em permanência (Simon Montefiore).

            Mas não leu e a tragédia pode estar ali, ao virar da esquina…

[O Despertar, António Inácio Nogueia]

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